quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MODA PARIS ||| sdlkj asdkjah askdjha sdkjahs d

E eu diria que ainda bem que existem Lacroix e Galliano a colorir a alta-costura. O desfile do estilista no Centro George Pompidou mostrou que a sua alta-costura ou simplesmente costura ainda tem muito a nos dar. A alta-costura de outros tempos, aquela que Sorbier lamenta não existir mais, realmente está morta. Mas existe uma fagulha forte de criação que brilhou nestes pequenos três dias de desfiles. Lacroix tem mulheres renovadas a usar suas cores, seus laços, seus truques de dobras de tecidos. Suas estampas, seus penteados. É tudo tão teatral e tão rico que destrinchar um desfile do estilista francês é uma tarefa difícil. O que posso dizer é que essa costura, ainda que soberba, é mais real e pode ser usada por mulheres mortais e não apenas as privilegiadas celebridades ou orientais endinheiradas. Amei o conjunto com calças largas e imenso laço de veludo na veste quase militar.

Passando para Valentino: sinto que a maison não tenha deixado a modernidade de Alessandra Fachinnetti trabalhar. Foram lindas as duas coleções que ela fez. Vejo como um erro a entrada de dois assistentes de Valentino para refazer o que ele fez em décadas passadas. Ok, é tudo muito lindo e eles têm mérito pelo trabalho impecável. Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri executaram bem as ordens do patrão Valentino que agora observa tudo pelos bastidores. Mas a grife merecia uma renovação que Alessandra mostrou. Agora me soa como um retrocesso. Como uma não saída de Valentino. Melhor que não tivesse saído mesmo. Ficava mais honesto aos olhos de quem observa e espera sempre mais dele.
Volto depois
Bisous
A+